YayBlogger.com
BLOGGER TEMPLATES
Mostrando postagens com marcador addictions música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador addictions música. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Consegui!


Surreal. Suriêl. É como posso descrever garantir por sorte o meu ingresso para o show do Paul McCartney no dia 7 de novembro. Não vou mentir que escuto Beatles desde criancinha. Não vou dizer que conheço de cabo a rabo a carreira solo do beatle Paul. Vou até admitir que acho o Paul o mais arrogante do Fab Four. Tive o contato real com a música deles só aos 12 anos, com uma coletânea vinda do Paraguai, que a minha tia trouxe de viagem. E desde então acho que gastei o CD pirata de tanto ouvir. Meus pais gostam de Chitão e Xororó e Abba, mais que tudo. Mas a música deles me marcou desde aquela época. Eu conheci a minha melhor amiga graças a eles. Ela sim, posso afirmar, tem todos os CDs e o livro Antology que eu não cansava de folhear quando ia na casa dela. Mas posso afirmar sem titubear que mesmo não tendo os vinis originais, a música deles ficou em mim com a mesma intensidade que ficou em qualquer fã que é fã desde criancinha.

Cheguei ao Gigantinho, onde estava sendo organizada a distribuição de senhas, pouco antes das 21 horas de sexta-feira, 8 de outubro. Eu e a Ju sempre furamos uma com a outra. Sempre desmarcamos todos os compromissos na última hora. Naquele dia seria diferente e para surpresa minha lá estava ela junto com o meu namorado - que tinha se negado a madrugar na fila - me esperando. Chegamos e não tinha mais senha. Cheguei de cadeira de praia, canga e uma térmica com café com leite – que ninguém tomou. A Ju comprou uma senha por R$ 100 com um cambista junto com mais três meninas, que, ora vejam só, cursam Jornalismo e uma delas tinha sido colega minha de rádio-escuta no Piratini. Estávamos entre seis, o número limite para a compra de ingressos por senha. O desespero era tamanho que no dia seguinte havia relatos de senhas que foram vendidas por MIL REAIS. Mil. Pagamos barato e dividimos por seis. Esperamos amanhecer. Me arrependi brutalmente de não levar um livro e um baralho de cartas. Mas o tempo passou rápido e logo o dia amanheceu. Na nossa frente, uma família de cambistas. Ligaram o rádio que logo chamou atenção pelos acordes sertanejos. Irritou toda a fila. Chega um homem meio mal encarado, meio bêbado, tentando de qualquer jeito bolinar uma das mulheres cambistas que estava na nossa frente. Uma das meninas que estava com a gente disse com propriedade: “ainda bem que sou sapatão”.

A Ju, que ouve Beatles desde criancinha, queria fazer uma surpresa para a mãe dela, e decidiu fazer um acordo com uma das cambistas que compraria apenas três ingressos para usar a cota restante dela. Pontualmente às oito horas o portão abriu. Levanta acampamento, fecha as cadeiras. Ouvimos o pessoal honesto da revenda que estava na nossa frente dizendo que venderia os ingresso por R$ 450 cada. Informação de antemão: este será o valor do ingresso de R$ 140 no dia. Na hora de ir para a bilheteria, que ficava no Beira Rio e não no Gigantinho, apenas quem tinha senha na mão poderia passar. A cambista passou e deixou a Ju na mão. A menina que compraria para nós passou também e não conseguiu pegar o dinheiro para a Ju comprar o dela. A Ju saiu gritando “eu só preciso comprar com ela!”. Ela não deixaria o cartão de crédito com a cambista e não sabíamos que apenas o portador da senha poderia ir até a bilheteria. Como que por milagre, uma senha caiu do céu e uma mulher disse pra ela: “tu precisas de senha? Tenho uma sobrando”. Assim a Ju foi pra fila. E tinha gente sem senha furando a fila. Gente que foi denunciada e quase linchada por quem passou a noite madrugando ali.


Pegamos nossas cadeiras de praia e sentamos, esperando pela saída dos nossos ingressos. Fomos até o posto tomar um cafezinho de maquininha e aparece uma piranha de short e meia-calça. Meu namorado se serve de café e vai até a mesinha para colocar o açúcar. A louca finge que vai olhar algo na prateleira mais baixa e fica exibindo o seu derrière para o meu respectivo. E ela estava acompanhada. De um membro da Cachorro Grande. Groupies nunca morrerão e enquanto eu tiver um namorado de cabelo comprido vou sofrer pelo resto da minha vida. Pelo menos ele ficou olhando para os lados, fingindo que não era com ele.


Mas enfim, voltamos e esperamos. Sai a Gabriela, a menina que ficou com a nossa senha, com todos os nossos ingressos na mão! Esperamos a Ju, que ganhou R$ 80 de comissão para cada ingresso que pediram para ela comprar, já que ela tinha uma senha só para ela e compraria apenas duas entradas. Sem contar os ingressos de uma guria que ficou sem e eu a orientei a entrar lá e pedir para uma menina loirinha chamada Julianna comprar para ela. E ela voltou agradecendo muito, e os caras que pediram pra Ju comprar também agradeceram muito, como se fosse o melhor dia da vida deles. O dia em que garantiram o seu lugar entre os 50 mil que vão assistir o Paul no dia 7 de novembro. E a Ju não contou pra mãe dela, é surpresa.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eu e os shows internacionais

Resposta para uma pergunta atual.

Por que tantas bandas afudês pra caralho têm vindo até o cantinho sul do planeta, brindar-nos com suas performances sensacionais de uns tempos pra cá?

Bom, primeiro, eles não podem mais fazer dinheiro compondo novos CDs, e convenhamos, alguns deles nem têm mais disposição, depois de 30 anos de banda, para fazer isso. E arriscar também não é uma boa. A pirataria pode-se dizer que é o grande problema no business da música. Entretanto, todos os fãs prezam muito ainda os shows, as performances ao vivo, valorizam ver o cara frente a frente e colecionam ingressos de shows. Guns N’ Roses e Aerosmith em um só ano. Só pode ser piada.

Agora uma retrospectiva. Comecei minha jornada de shows internacionais em 2002, quando fui ver Red Hot Chili Peppers, na turnê By the way no Gigantinho. Meus pais e minha melhor amiga foram comigo. Eu desesperada para assistir o show na pista, com todos os marmanjos suados e mulambentos, mas tive que ficar na arquibancada, o que fez não fez do show uma experiência menos agradável. Muito emocionante, mesmo. (Foto do show de São Paulo, 2002, Folha Online).



O próximo, Lenny Kravitz no Olímpico. Acho que foi em 2004. Dessa vez, só eu e a minha amiga, que estava mais a fim de festa do que de show. Perdemos um ótimo lugar porque ela tinha um amigo que ia conseguir nos colocar na pista VIP. Quem disse que ele conseguiu (contratado para secar as cadeiras porque estava chovendo no dia). Perdemos o lugar e ficamos em um pior. O que mais gostei foi assistir à performance de uma baterista mulher, for the first time. E ela sentava a mão na batera. Legal MESMO. (Foto do show no Rio de Janeiro,2004).




Muito tempo depois, ano passado, 2008, a realização de um sonho. Dançar ao som ao vivo da diva master, Madonna, em Buenos Aires. Meu namorado já conhecia a cidade e queria voltar pra lá, e eu não neguei de jeito nenhum. Melhor conhecer a Argentina a São Paulo, além de ser mais barato. Foi uma peninha vê-lo entediado, ao lado de mulheres/ gays dançando enlouquecidos no River Plate lotado e balançando muito. Eu adorei. Pena que ficamos muito longe e na saída do show roubaram a minha câmera fotográfica. Estrutura ótima, um show cheio de efeitos, e claro que a diva não cantou ao vivo o tempo todo, devido às trocas de figurino e de cenário o tempo todo, além de ela dançar muito. Entendo. (Foto no Riverplate, 2008, arquivo de pessoas desconhecidas).



Dezembro do ano passado, show hardão. AC/ DC em carne e osso e cabelos brancos. Novamente em Buenos Aires, e dessa vez, na pista, em meio a metaleiros e argentinos muy locos, se é que me entendes. Fui de “rasterinha” e terminaram com meus pés, os coturnos de quem estava do meu lado. Amadorismo. Mas valeu a pena. (Foto da minha câmera, 2009).



16 de março, Guns N’ Roses, pra fuder o cu do palhaço. Assisti de pista, esperei em torno de três horas para assistir ao show, láááááá de trás, passei frio, mas também posso dizer que valeu a pena assistir ao titio Axl (e o DJ Ashba uooou). Lamentei não ter assistido de pista Premium, apenas. (Foto do show de Porto Alegre, Void).


E agora Aerosmith. Querem acabar comigo! Sim, eu sou tiete de show, sim, eu dou dinheiro para esses dinossauros já milionários, simplesmente porque assistir a um show de rock é uma das experiências mais divertidas e intensas pela qual eu posso passar. Dançar ao som de bandas que pra mim, não são nada menos que lendas, é algo a que me presto pagar. Enfim, que venha o titio Tyler!

For those about to rock, we salute you! \,,/